A série Guardador de Palavras da Gabi – Uma viagem à infância, é fruto da adoção da Comunicação Não-Violenta – CNV, nasceu de modo espontâneo. Por volta de 2008, a jornalista e professora Aida Franco de Lima passou a compartilhar os diálogos com sua filha, com então dois anos, nas redes sociais. E os colegas de trabalhos, os alunos, comentavam e interagiam. Era a memória coletiva sendo despertada, que acionava a memória afetiva. O volume 01 foi lançado em 2017 o último, até agora, o quatro, lançado em 2021.

“A gente tem fome de comida, mas de cultura também, assim como de escuta ativa. Muitos pais compram objetos de marca para as crianças e essas crianças não conseguem comprar sua atenção, em meio à agitação cotidiana. O Guardador quer despertar essa pausa, é esse cuidado. As crianças fazem perguntas e querem respostas, mesmo que essas venham com outras perguntas.” Aida Franco de Lima.
Os livros, até o momento quatro volumes, são escritos em ordem cronológica. Narra através de pequenos diálogos e relatos, as descobertas da personagem principal, Gabi, em sua primeira infância. São eles:
GPG – 01 Elucubrações de uma criança de 2 a 4 anos e meio; 142 p.
GPG 02 – Devaneios de uma criança de quatro anos e meio a cinco; 86 p.
GPG 03 – (In) certezas aos cincos anos; 200 p.
GPG 04 – Mais (in) certezas aos cinco anos. 200 p.

A leitura é não-linear. E isso significa que o Guardador começa e terminar onde o leitor desejar. É possível afirmar que é um Livro de criança para adulto. Mas que ‘fisga’ qualquer pessoa que o folhear, pois cada página é uma espécie de passaporte para as memórias da infância.

Seja da infância de décadas, de quem já é adulto, ou de uma criança, que se encontra nos personagens, desenhos, questionamentos, descobertas do mundo. Até os mais novinhos, que ainda não sabem ler, são atraídos pelos desenhos.
Os traços infantis das árvores, animais, paisagens e letras são da própria personagem. Esses desenhos, a maior parte, nasceram das brincadeiras, dos momentos de lazer. E isso demonstra a importância de a criança ter meios táteis também, abrindo campo no universo digital. Caneta, tinta, papel, giz, lápis. Tudo isso nas mãos das crianças são ingredientes que resultam e pequenas obras-primas. E no caso de Gabi, sua mãe usou essa riqueza toda, para ilustrar o Guardador.

KIT GUARDADOR

Nem toda criança pode ter um livro com suas memórias, porém, em busca de um incentivo para a preservação desses momentos mágicos, e daquela fase maravilhosa das primeiras escritas e desenhos, foi pensada em um acessório especial. Uma pequena sacola, onde é possível personalizar o nome da criança para ela ter um Guardador pra chamar de seu.

Além dos livros, podem ser adquiridos jogos pedagógicos, lápis de cor, massinha de modelar, giz de cera, entre outros. “A ideia é que a criança empreste as cores de sua imaginação para os desenhos dos livros. E no futuro ali estarão parte de suas memórias também, o desenvolvimento da evolução de seus traços”, explica a autora.
Amostras do Guardador podem ser encontradas na Lojinha Instagram Facebook TikTok



Muitíssimo importante essas publicações, especialmente pelo incentivo à comunicação entre famílias e o registro de lógicas construídas sob a ótica infantil. Parabéns Aida, por esta visão tão fundamental para a imunidade, que é a CNV.
Sou suspeito pra falar sobre, sou fã!!